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Qual a melhor altura para realizar exercício físico

Honestamente, o melhor horário para treinar pode variar de pessoa para pessoa e pode depender dos seus objetivos.

Se o seu objetivo é ganhar massa muscular o ideal é treinar ao fim da tarde. Segundo estudos recentes, a melhor altura para treinar seria ao fim da tarde. Investigadores australianos mediram os níveis hormonais em jovens atletas de força e chegaram à conclusão que treinar ao final da tarde está diretamente relacionado com os ganhos em massa muscular. (1*)

Não existem estudos que indiquem que treinar de manhã é mais eficaz ou melhor que treinar à tarde ou à noite. Mas está comprovado que treinar de manhã traz outros benefícios tais como: as pessoas ficam mais bem humoradas (já que atividades físicas estimulam a produção de endorfina e serotonina, hormonas que proporcionam a sensação de bem estar), ficam mais relaxados e tranquilos, com disposição para o trabalho e facilidade para lidar com os problemas que poderão surgir. De manhã também não estamos sujeito ao stress que o dia-a-dia provoca E que muitas vezes diminui a disposição para o exercício físico.

Se não tem um objetivo específico, o ideal é treinar à hora que lhe convém e em que se sente melhor.

Se tem um objetivo de ‘performance’ algumas evidências parecem apontar para durante a tarde e início da noite como a melhor altura para o exercício. (2*). Se o principal objetivo é realizar treino de levantamento de pesos e ganhos de massa muscular, os estudos indicam que o final do dia é a altura ideal. (1*)

É de realçar que as diferenças entre treinar de manhã e de tarde não são suficientemente significativas para dizer que um é melhor que o outro, o importante mesmo é realizar exercício físico e, de preferência, todos dias, seja de manhã ou de tarde.

 

(1*)Tayebisani S, Folladi P, Alikhani F et. al., The effect of weight Training in morning and evening on testosterone and cortisol in bodybuilders, European Journal of Experimental Biology, 2012, 2 (4):1109-1112 (LINK)

(2*) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21242609