Desempenho Académico Vs Aptidão Física

Será que existe uma relação entre aptidão física e desempenho académico?

Neste estudo de Kensaku Sasayama, et, al (2019), o objetivo foi examinar as relações transversais e longitudinais entre aptidão física e desempenho acadêmico entre adolescentes japoneses. Este estudo de grupo incluiu 1.189 alunos do sétimo e nono ano de duas escolas. O período de acompanhamento foi de 2 anos. Para avaliar a aptidão física dos participantes, foram realizadas provas de aptidão física envolvendo oito testes (hand-grip, sit-ups, sit and reach, salto side-to-side, corrida de vaivém de 20 m, “50 m dash”, salto horizontal de pé e lançamento de andebol). O desempenho académico, foi realizado nas disciplinas de Japonês, matemática e uma língua estrangeira (inglês).

Os resultados mostraram que possuir alta aptidão física nos dois testes (Sit-ups e corrida de 20 m) estava associado a um melhor rendimento nas disciplinas testadas, quando comparado com os alunos com más notas e baixa aptidão física. As correlações reforçaram que ter baixa performance em diversos testes estava associado a ter baixo desempenho na língua nacional, língua estrangeira e matemática.

Portanto, este estudo sugere que vários resultados de aptidão física estão positivamente associados a altos níveis de desempenho académico para crianças japonesas.

Deixa-nos uma questão, será ideal retirar tempo de atividade física para estudar, para a obtenção de melhores resultados académicos?

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Sabia Que…

Níveis de aptidão física baixa e valores altos de gordura corporal em crianças podem levar a artérias rígidas, primeiro sinal de doença cardíaca.

Um estudo realizado pelo Instituto de Biomedicina da Universidade do Leste da Finlândia, a Atividade Física e Nutrição no Estudo «Crianças», mostrou que baixos níveis de atividade física, aptidão física mais fraca e maior gordura corporal estão associados aos primeiros sinais de doença cardiovascular.

De facto, o estudo mostrou que as crianças com fraca aptidão física, em conjunto com uma percentagem de gordura corporal elevada ou baixos níveis de atividade física, também tinham as artérias mais rígidas. Em comparação, as crianças que estavam mais ativas fisicamente ou que tiveram a melhor aptidão física tinham as artérias mais flexíveis e melhor capacidade de dilatação arterial. Em geral, a pesquisa aponta para o facto de que uma intervenção no estilo de vida na infância poder reduzir o risco de doenças cardiovasculares mais tarde na vida de adulto. Além disso, o estudo destacou que a maior aptidão física de uma criança, melhora a sua saúde arterial. Isto sugere que incentivar as crianças a praticar exercícios de alta intensidade, seja em eventos desportivos organizados, ou durante atividades de lazer, pode ser benéfico para a saúde arterial do jovem.

Este estudo foi publicado no Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports.

Texto de João Martins

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Sabia que …

As férias escolares atrapalham rotina de hábitos saudáveis.

Um estudo realizado na Universidade de Columbia e publicado na última edição da revista científicaJournal of School Health demonstrou que, no período de férias escolares, as crianças e os adolescentes consomem mais açúcar e menos vegetais. Além disso, os jovens também ficam mais tempo em frente à televisão do que No resto do ano.

Segundo estes resultados, o comportamento dos alunos era pior, independentemente da rendimento familiar. Nas férias, eles assistiam, em média, 20 minutos a mais de programas televisivos e consumiam 85 gramas a mais de açúcar do que estão acostumados na rotina disciplinada. Curiosamente, a quantidade de atividade física não mudou significativamente: eles praticavam apenas cinco minutos a mais de exercícios em comparação ao período letivo.

“O ambiente escolar é essencial para estimular hábitos saudáveis nos jovens, como alimentação comedida e atividade física”, disse Claire Wang, uma das principais autoras do estudo. “A partir dos nossos resultados, percebemos que as estratégias para prevenir a obesidade devem ser ampliadas para não ter efeito somente durante o ano letivo”.

Texto de João Martins

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As bebidas energéticas fazem mal as crianças.

Um estudo da American Heart Association descobriu que 40% dos casos de envenenamento nos EUA eram devidos à exposição de crianças com menos de 6 anos a bebidas energéticas. Na maioria dos casos os pais não sabiam que as crianças tinham bebido uma bebida energética.

Este envenenamento dá-se devido ao excesso de cafeína, uma vez que algumas destas bebidas contêm mais de 300mg de cafeina. A “American Academy of Pediatrics” sugere que as crianças não consumam cafeína, embora 73% das crianças o façam todos dias (de acordo com sua pesquisa).

Este estudo considera que os casos de envenenamento são mais elevados que os apresentados porque o estudo foi realizado com base nos telefonemas efetuados para a linha de apoio e, muitas vezes, os pais vão diretos às urgências não sendo esses casos contabilizados neste estudo.

Deve-se evitar dar cafeína e bebidas energéticas às crianças, pois nunca se sabe se a dose de cafeína presente é prejudicial, principalmente porque as quantidades de cafeína não constam no rótulo, pois como a cafeína não é um nutriente não é obrigatório constar no rótulo.

Se tem crianças não as deixe beber bebidas energéticas e evite a cafeína.

Texto de João Martins

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Sabia que …

Uma hora por dia em frente à TV aumenta o risco de sobrepeso em crianças.

Um estudo realizado nos EUA com crianças entre os 5 e 8 anos de idade mostra que um pequeno período de uma hora a ver televisão está associado a um maior risco de obesidade (47%), em relação aos que passam menos tempo em frente à televisão.

A conclusão contraria as diretrizes da American Academy of Pediatrics. A instituição recomenda que as crianças passem no máximo duas horas por dia em frente à televisão. Mark DeBoer, professor de pediatria e coordenador do estudo espera que os seus dados possam ajudar a mudar essa indicação até uma hora diária.

A obesidade infantil é um problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013, 42 milhões de crianças com menos de cinco anos estavam acima do peso.Entre as crianças portuguesas, a OMS apresenta os seguintes valores: com sete anos de idade 40,5% dos rapazes e 35,5% das raparigas têm excesso de peso. A obesidade, na mesma faixa etária, é menor, 16,7% e 12,6%, respetivamente.

É essencial estimular as crianças a realizarem atividade física e a serem mais ativas, o futuro delas agradece.

Texto de João Martins

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Estudo relaciona falta de sono e obesidade infantil

Um estudo* realizado pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos e divulgado em 2014, relacionou a privação de sono com a obesidade infantil. O estudo demonstrou predomínio de obesidade 2,6 vezes maior entre as crianças que dormem menos do que o recomendado para sua idade

Os cientistas consideraram que doze horas diárias É o mínimo que as crianças de seis meses a dois anos de idade devem dormir; mínimo de dez horas para três e quatro anos; e mínimo de nove horas para cinco a sete anos.

A explicação para o resultado seria a influência do sono nas hormonas que controlam a fome e a saciedade, as más escolhas de alimentos para matar a fome (causada pela privação do sono) ou rotinas domésticas que diminuem a vontade de dormir e aumentam o consumo de comida. Sono insuficiente pode também oferecer mais “oportunidades” para comer, especialmente se o tempo é gasto em atividades sedentárias, como assistir TV.

Os médicos pediatras podem ensinar aos pais e aos filhos maneiras para que as crianças tenham uma melhor noite de sono, incluindo determinar o horário de dormir, limitar o consumo de alimentos com cafeína no fim do dia e cortar distrações tecnológicas na cama”.

Crie hábitos saudáveis aos seus filhos desde pequeninos.

Texto de João Martins

 *http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2014/05/14/peds.2013-3065.full.pdf+html