Treino de Resistência no Futebol

Efeitos do treino de resistência numa equipa de futebol, benefícios nas capacidades motoras, força, velocidade, potência e agilidade

O presente estudo avaliou os efeitos do treino de resistência (TR) após um modelo de periodização não linear na aptidão física de jovens atletas de futebol.

Os jogadores foram submetidos a 15 semanas de periodização de RT não linear em três sessões semanais além de treino específico de futebol. O grupo de controlo continuou realizar o treino específico de futebol.

“Os resultados sugerem que o TR seguindo um modelo de periodização não linear aumentou o desempenho de jovens jogadores de futebol em testes de um-RM e saltos horizontais e verticais, mas não em velocidade de sprint linear e agilidade. Portanto, concluímos que este modelo pode ser uma estratégia interessante para aumentar a força e a potência de atletas de futebol, enquanto a adição de exercícios específicos é sugerida para melhorias de velocidade e agilidade. Por fim, a aplicação prática desse modelo pode estar relacionada com a manutenção da aptidão física quando os treinadores podem não ter datas específicas para o pico de desempenho.”

Concluímos que o TR não linear deve ser inserido na rotina de jovens atletas de futebol para melhorar a força e potência sem prejudicar a velocidade e agilidade.

Nutrição Vs Dores Musculares Parte II

Será que a nutrição pode atenuar as dores musculares frequentes após os treinos.

Parte 2

Beterraba, Romã e Vitamina D

Um estudo de Tindaro Bongiovanni et. Al (2020)sobre “Intervenções nutricionais para reduzir os sinais e sintomas de lesão muscular induzida pelo exercício e acelerar a recuperação em atletas” comprovou que a toma pelos atletas de certas frutas como se fossem suplementos nutricionais, como a beterraba, a romã e outros que tenham mono hidratos de creatina e vitamina D, parecem ter um efeito profilático na redução das dores musculares induzidas pelo exercício físico devido ao seu teor rico em polifenóis pois conseguem atenuar a resposta inflamatória e melhorar a resposta antioxidante ao exercício.

Vitamina C

Num estudo de Natiele Camponogara Righi et. Al, (2020), tentou comprovar-se os efeitos da suplementação de vitamina C no stress oxidativo, marcadores inflamatórios, danos, dor e funcionalidade musculoesquelética após uma única sessão de exercício.

Nenhum efeito da suplementação de vitamina C foi encontrado na creatina quinase (CK), proteína C reativa (CRP), níveis de cortisol, dor muscular e força muscular.

Suplementar vitamina C com grandes doses (1 a 3g/dia), até pode ter um efeito agudo positivo na resposta inflamatória e stress oxidativo, mas sem grande efeito na diminuição da dor muscular e nunca deverá ser feito de forma crónica.

Creatina

A creatina pode ajudar na melhoria da performance e massa muscular e pode dar uma ajuda positiva na recuperação da força e função muscular, conseguindo melhorar a recuperação de glicogénio muscular.

Mas não influencia especificamente na redução das dores musculares induzidas pelo exercício físico.

Próximo artigo vamos revelar qual o mais recente “suplemento” nutricional para reduzir as dores musculares.

FOAM ROLLING

FOAM ROLLING QUANDO DEVEMOS UTILIZAR PARA TER BENEFÍCIOS

Embora a literatura sobre foam rollinge geralmente relate aumentos agudos na amplitude de movimento (ROM) com melhorias de desempenho triviais ou pequenas, há pouca informação apropriada sobre a prescrição de foam rolling. O objetivo desta revisão da literatura foi avaliar as evidências e fornecer as melhores recomendações prescritivas para a rolagem e para melhorar a ROM e o desempenho.

A análise revelou as seguintes conclusões. Para alcançar a maior ROM, as equações de regressão previram prescrições de rolamento envolvendo 1-3 conjuntos de duração de repetição de 2-4 segundos (tempo para um único rolamento em uma direção ao longo do comprimento de uma parte do corpo) com uma duração total de rolamento de 30- 120 segundos por conjunto. Com base nas poucas medidas de desempenho, houve geralmente diminuições pequenas de magnitude na força e nas medidas de salto. Além disso, não havia evidências suficientes para generalizar os efeitos da rolagem nas medidas de fadiga e sprint.

Em resumo: em relação ao desempenho, os resultados demonstram que há pequenas reduções tanto na força quanto na potência muscular, independentemente do protocolo. Se for avaliar sintomas de dor, tensão muscular, pode ser útil, mas para início de treino é preferível alongamentos dinâmicos e mobilidade.

AGACHAMENTO 90º VS AGACHAMENTO TOTAL

Qual é mais eficaz, Agachamento 90º ou Agachamento Total?

O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos do treino de agachamento com diferentes profundidades nos volumes musculares dos membros inferiores.

Não se notou diferença no volume do músculo vasto medial e vasto lateral, e houve diferenças assinaláveis nos músculos, Glúteo máximo e adutores. Ou seja, ao realizarmos agachamento completo e não de 90º temos mais benefícios.

Os resultados do estudo sugerem que o treino de agachamento completo é mais eficaz para o desenvolvimento dos músculos dos membros inferiores, excluindo os músculos reto femoral e isquiotibiais.

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Treina muito e não consegue aumentar a massa muscular?

As pessoas quando pensam em aumento de massa muscular, pensam sempre em treinar muito e com muita carga, e esquecem-se de uma parte muito importante, a alimentação e a nutrição. A proporção de nutrientes para uma dieta de aumento de massa muscular é de 50% de hidratos de carbono, 25% de proteína e 25% de gorduras. Em relação à ingestão calórica deve ingerir cerca de mais de 600 kcal do que as que necessita diariamente.

Em todas as refeições que fizer, deve ingerir proteína. A proteína é essencial para a construção muscular e o organismo necessita de proteína de 3 em 3 horas. Se nós não fornecermos proteína de 3 em 3 horas o nosso organismo vai adquirir a proteína ao nosso músculo, degradando a massa muscular para obter proteína. Nesse caso, em vez de ganharmos músculo estamos a perdê-lo.

Deve haver um aumento de ingestão calórica, mas isso não quer dizer que podemos comer o que quisermos. Temos que conseguir ingerir mais calorias do que as que necessitamos, mas devemos optar por opções saudáveis senão, em vez de aumentarmos a massa muscular aumentamos a gordura.

O pequeno-almoço e a alimentação após o treino são muito importantes. O pequeno-almoço, porque os nossos músculos estão sedentos de energia e nós precisamos de lhes fornecer essa energia através de hidratos de carbono de índice glicémico baixo e de elevada qualidade (aveia por exemplo). Devemos também ingerir proteína (por exemplo, ovo ou leite) e gorduras saudáveis (frutos secos ou sementes). Após o treino é essencial uma boa alimentação para que haja uma boa recuperação e para que a reconstrução muscular se dê da melhor forma.

Antes de treinar (cerca de 2 a 3 horas antes) deve realizar uma refeição rica em hidratos de carbono (para maximizar a manutenção de glicose no sangue), baixo teor de gordura e fibras (para minimizar o stress gastrointestinal) e com proteína. Cerca de 30 minutos antes de treinar deve ingerir um ligeiro snack de fácil digestão, com proteínas de fácil digestão e rápida absorção e hidratos de carbono com índice glicémico baixo.

Após o treino, deve ingerir uma refeição nos primeiros 30 minutos. Essa refeição é essencial para recuperar, repor o glicogénio muscular e para a reparação e construção muscular. Esta alimentação deve incluir líquidos, eletrólitos, hidratos de carbono e proteína. A melhor proteína que pode ingerir após o treino é a proteína de whey (soro de leite). A proporção ideal hidratos de carbono e proteína é de 3:1 (3g de hidratos de carbono, e 1g de proteína), pois várias pesquisas comprovam que este rácio duplica a resposta da insulina, o que resulta em mais glicogénio armazenado.

Não esquecer da hidratação que é muito importante e já foi falada num artigo da semana passada. “ Como a hidratação afeta a performance

Como em qualquer tipo de treino, a alimentação/nutrição são a chave para resultados ótimos de aumento de massa muscular.

Lembre-se que para um bom treino, não é só necessário treinar bem, mas também alimentar-se e nutrir-se bem.

Texto de João Martins

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