Cãibras, porque aparecem e o que fazer.

Cãibras quem não as tem, ou já teve. A solução, comer bananas. Será essa a solução correta?

Sempre se achou que as cãibras apareciam por desidratação e deficiências minerais (eletrólitos principalmente), mas muitos estudos efetuados demonstraram que, no final das provas, os atletas tinham níveis de eletrólitos idênticos e uns tinham cãibras e outros não. Às vezes, os problemas com cãibras estão correlacionados com estes fatores, mas não são estes fatores que provocam as cãibras, embora haja mais predisposição para pessoas com deficiências minerais terem cãibras.

Ou seja, ninguém sabe ao certo o porquê do aparecimento das cãibras. Mas a maior parte dos investigadores acredita que as cãibras são o resultado da fadiga muscular que provoca um colapso na comunicação entre o sistema nervoso central e o sistema muscular.

O que podemos fazer para evitar cãibras?

A resposta não é fácil nem consensual mas existem algumas recomendações para minimizar o risco das cãibras:

  • Treinar de forma gradual, uma vez que a fadiga muscular desempenha um papel fundamental nas cãibras musculares. Aumente a intensidade do treino de forma gradual, bem como a duração e a frequência dos treinos;
  • Ter em atenção também o descanso entre treinos para evitar a fadiga.
  •  Realizar alongamentos no final do treino, em especial nos músculos mais desgastados;
  • Ter uma dieta equilibrada e saudável, rica em vegetais e frutas e alimentos ricos em cálcio e magnésio;
  • Beber muita água e hidratar-se antes, durante e após o exercício físico intenso;
  • Fazer massagens regulares também pode ajudar a reduzir as cãibras. A massagem melhora a amplitude de movimentos melhorando o fluxo sanguíneo. As massagens são uma excelente solução para quem tem cãibras “crónicas”

A melhor forma de reduzir o risco de cãibras é estar em forma e ter uma alimentação equilibrada. Bons treinos.

Texto de João Martins

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Diástase abdominal, após a gravidez.

Durante a gravidez, o útero cresce e alonga os músculos do abdomen. Isso pode fazer com que as “paredes” abdominais paralelas que se encontram no meio do abdomen se separarem – uma condição chamada diástase abdominal (diferença de mais de 2,7 cm entre os músculos abdominais). 98% das mulheres têm diástase abdominal após a gravidez (1). Esta diástase abdominal também pode acontecer em homens ou crianças que tenham sido submetidos a uma operação.

Para testar se têm diástase abdominal devem esperar 6 semanas após a gravidez. Neste vídeo podem ver como fazer o teste para saber se têm ou não diástase abdominal.

Devem evitar a realização de exercícios como flexões, pranchas, burpes, abdominais oblíquos, crunches, pois eles pioram a situação da diástase. Os exercícios aconselháveis para melhorar a diástase abdominal são os abdominais hipopressivos.

A diástase não é apenas um problema estético, é um problema de saúde. Cerca de 65% das mulheres que têm diástase abdominal irá desenvolver problemas musculares do soalho pélvico* que pode levar a incontinência e prolapso genital.

Se tem diástase abdominal, aconselho a procurar um especialista para uma recuperação segura e eficaz.

Dê uma olhadela ao meu serviço pós parto, através dele pode recuperar o seu peso, a sua barriga e recuperar a sua diástase, de forma correta e eficaz.

Texto de João Martins

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O que fazer para uma boa recuperação após treino

Os princípios de uma boa recuperação após o treino são bastante simples e facilmente se incluem no seu plano de alimentação.

Os três princípios são recuperar as reservas de energia, reconstruir massa muscular e re-hidratar – estes são os pilares do pós treino.

Vamos perceber como funcionam estes três princípios:

Recuperar as reservas de energia:Significa reabastecer o glicogénio muscular. Os hidratos de carbono fornecem a energia suficiente ao corpo e ao cérebro para recuperarem e se adaptarem ao treino. Os estudos indicam que a ingestão imediata de hidratos de carbono resulta num aumento de 300% de glicogénio muscular.

Reconstrução muscular:As proteínas e os aminoácidos são os responsáveis pela reconstrução muscular. Num estudo de 2010 publicado na International Journal of Sports Exercise and Metabolism, observou-se  que o consumo de 20g de proteína (com 9 g de aminoácidos essenciais) pode maximizar as taxas de síntese de proteínas durante as primeiras horas de recuperação pós exercício. Normalmente usa-se mais gramas de proteína na recuperação após o exercício, mas mais proteína não significa mais músculo. A proporção de hidratos de carbono/proteína recomendada deve ser de 3:1.

Re Hidratação:Reposição de líquidos usados durante o exercício para regular a temperatura corporal e pressão arterial e transporte de nutrientes pelo corpo todo. Por isso, é essencial repor os líquidos perdidos de forma a reequilibrá-los durante o exercício, ajudando assim no processo de recuperação. Sintomas como cãibras e a fadiga muscular que aparecem muitas vezes no final do treino irão diminuir através da hidratação e da reposição do sódio.

Coloque em prática estes processos, e recupere da melhor forma após o exercício.

Texto de João Martins

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Viva mais, treinando de forma mais intensa

Um estudo realizado na Austrália a mais de 200 mil pessoas durante 8 anos, liderado por Klaus Gebel, pesquisador da Universidade James Cook, concluiu que atividades físicas intensas reduzem o risco de mortalidade nos adultos entre 9 a 13 %.

James Cook diz que “As nossas conclusões indicam que sendo ou não obeso, tendo ou não diabetes ou doenças cardíacas, se alguém pode praticar alguma atividade física intensa, ela irá oferecer benefícios significativos para a longevidade.”

Os pesquisadores afirmam no estudo que a descoberta pode fazer com que as atividades físicas intensas possam ser encorajadas por médicos e mesmo em diretrizes de políticas de saúde publica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que adultos pratiquem por semana 150 minutos de atividades físicas moderadas ou 75 minutos de atividades físicas intensas. No entanto, dizem os pesquisadores, essas atividades não são equivalentes para a saúde do organismo.

Exercícios que fazem suar – os resultados da pesquisa australiana estão de acordo com outros estudos internacionais publicados nos últimos anos que demonstram que exercícios que fazem o corpo suar bastante podem contribuir para a diminuição de doenças e para o aumento da longevidade.

Texto de João Martins

Como a hidratação afeta a performance

Para um bom desempenho no treino é necessário traçar um bom plano do mesmo, mas é fundamental ter uma boa alimentação, uma boa hidratação e um descanso adequado, para que o organismo funcione de forma mais eficaz. A hidratação em particular é um pouco desvalorizada e desconsiderada num bom plano de treino.

Um dos princípios básicos de um bom programa de nutrição, treino e saúde geral é a hidratação. É muito importante hidratar durante o treino, bem como no pré e no pós treino, para repor os líquidos perdidos através do suor.

É do senso comum que o corpo humano é composto por 60 a 70% de água e a hidratação é fundamental para uma variedade de funções essenciais que afetam o nosso desempenho físico, tais como :

Ajudar a regular a temperatura corporal. Quando a temperatura atinge um valor acima do normal, o corpo sofre muito stress o que interfere com as funções energéticas do organismo. Esta interferência afeta negativamente o desempenho e a recuperação.

Ajuda a regular a pressão arterial – Regulando a pressão arterial, conseguimos regular a frequência cardíaca. Se essa regulação não acontecer é criado muito stress durante o treino e durante a recuperação. Esse stress excessivo pode levar a inflamações.

Ajuda na circulação e transporte de nutrientes energéticos essenciais. Os macronutrientes essenciais, tais como hidratos de carbono, proteínas, gorduras e nutrientes de suporte, que são utIlizados para a produção de energia, são transportados por fluidos no corpo.

Ajuda a remover os resíduos metabólicos que são produzidos durante o exercício físico intenso.

A desidratação pode levar a lesões, doenças provocadas pelo calor e até mesmo hiponatremia (uma perda excessiva de sódio e de desequilíbrio de eletrólitos). A desidratação pode tornar o treino mais difícil de ser executado devido à tensão colocada no corpo.

Se não toma muita atenção à hidratação, tenha em atenção à intensidade, duração, e intervalos do exercício.

O recomendado antes do treino é ingerir 500ml duas a três horas antes, 20 a 30 minutos antes do treino beber 250ml. Durante o treino beber entre os 200 e 300ml de água. Após o treino beber cerca de 250ml nos primeiros 30 minutos, e apÓs os 30m beber cerca 1 litro por cada quilo de peso perdido durante o treino.

A hidratação é vital para um ótimo desempenho, parece algo demasiado simples, mas é muito importante.

Texto de João Martins

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Devem os treinos deixar-nos de rastos

Durante um treino os nossos músculos rompem, o nosso coração e pulmões são desafiados. Após o treino, com descanso adequado e uma boa nutrição, os nossos músculos, coração e pulmões restabelecem-se e crescem mais fortes. Isto é o que deve acontecer após um treino. Se treinou e no dia a seguir o corpo não dói, isso não significa que não fez nada, há muitos progressos neurológicos que acontecem após um treino, e mesmo que o treino pareça pouco desafiante o seu corpo continua a criar adaptações.

Nem todos os treinos têm que ser com intensidade máxima (principalmente no início de um programa de treinos). É necessário criar adaptações, e devemos começar por exercícios básicos, tentar equilibrar o corpo e só depois avançar para exercícios mais intensos e mais complexos. Começar devagar, não significa menos progressos significa, sim, criar um programa de treino ideal para o seu corpo, de forma a equilibrar o seu corpo para não ter prejuízos no futuro.

Confie no seu corpo, saiba ler os sinais que o seu corpo lhe dá, e vá adicionando exercícios de intensidade de forma gradual e lenta.

Os treinos de alta intensidade são bons e têm um ótimo retorno para o seu corpo, mas não deve constantemente levar o seu corpo à exaustão (principalmente se está a iniciar um programa de treino). O corpo precisa de tempo para recuperar, se se está sentindo muito cansado ou stressado, opte por um treino mais calmo, com pouca intensidade e muita mobilidade.

O mais importante num treino, ou num programa de treino é respeitar as etapas, evoluir devagar de forma gradual para não comprometermos os nossos objetivos e o nosso corpo.

A dor faz parte do processo do treino, mas devemos saber respeitá-la. Bons treinos.

Texto João Martins

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