Flexão versus Supino

FLEXÃO LIVRE OU SUPINO, QUAL DELES TEM MAIS GANHOS DE MASSA MUSCULAR OU FORÇA?

Dois estudos distintos com o exercício flexões e supino reto (mesma carga relativa) ambos comprovam com resultados, que os ganhos de massa muscular no tricípites e no peitoral foram similares para os dois grupos, bem como os ganhos de força.

No estudo de Naoki Kikuchi et, al (2017) “O exercício de flexão com carga semelhante ao exercício supino com 40% de 1RM foi comparativamente eficaz para hipertrofia muscular e ganho de força num período de treino de 8 semanas. Nem no desempenho da potência, nem da capacidade de resistência muscular houve alterações significativas nos dois grupos.

Noutro estudo de Joaquin Calatayud et, al (2015), “ quando os valores EMG são comparáveis e as mesmas condições são reproduzidas, os exercícios citados podem proporcionar ganhos de força muscular semelhantes.

Os estudos demonstram que treinos sem carga, com cargas leves ou com elásticos produzem resultados similares a treinos tradicionais de musculação. Os músculos não sabem se você está a fazer o movimento numa máquina, usando o seu corpo, ou outro material.

Bons treinos e lembrem-se que o mais importante é fazer exercício físico de forma correta, com supervisão.

Dieta alcalina

É possível alcalinizar o organismo com a alimentação ou suplementos? Não

A dieta alcalina é uma má dieta? Não…

É uma dieta semi-vegetariana e existem várias vantagens em aderir a uma dieta mais rica em legumes e frutas. No entanto, toda a teoria ácido-base que sustenta esta dieta tem muito poucas evidências que a suportem. E não, não cura cancro. E não, não trata doenças, salvo raras exceções.

A base teórica é simples: os alimentos têm influência no pH do organismo. Uma dieta com alimentos alcalinos será mais saudável, já que um “corpo ácido” será mais suscetível ao aparecimento de uma série de doenças.

De uma forma mais “científica”, o tipo de cinza que os alimentos produzem após a sua combustão determina se são ácidos ou alcalinos. Os alimentos que produzem cinzas alcalinas, ricas em cálcio, sódio, potássio e magnésio fazem bem à saúde. Alimentos ricos em cinzas ácidas, ricas em cloro, fosfato e enxofre fazem mal à saúde.

Vegetais e frutas, com algumas exceções como as ameixas e o mirtilos, produzem cinzas alcalinas. De forma surpreendente, alguns alimentos ácidos como os citrinos também produzem cinzas alcalinas. A carne, peixe, ovos, queijo e grãos produzem cinzas ácidas. As gorduras puras e os açúcares são neutros, já que não contêm proteínas nem minerais. Ou seja, isto faz com que a dieta alcalina seja bastante semelhante à dieta vegetariana.

Questões pertinentes sobre esta dieta

  • É possível alcalinizar o organismo com a alimentação?

Não, os alimentos não conseguem influenciar o pH do sangue, dos tecidos ou das células. O nosso corpo deve permanecer numa faixa de pH saudável –entre os 7.35 e os 7.45. Caso isso não ocorra, entramos em acidose ou alcalose, o que é prejudicial ao funcionamento do organismo.

  • A dieta alcalina trata o cancro?

Como já falamos anteriormente, não é possível alterar o pH do organismo. Nem mesmo uma dieta vegetariana tem esse efeito. Além disso, não é o ambiente ácido que causa o cancro…é o cancro que causa o ambiente ácido.

  • A dieta alcalina é boa para a Osteoporose?

Não há evidências de estudos de qualidade superior que o aumento da carga ácida da dieta promova a perda mineral óssea ou a osteoporose. As alterações do cálcio na urina não representam com precisão o equilíbrio de cálcio. A promoção da “dieta alcalina” para evitar a perda de cálcio não é justificada.

Eu costumo dizer: não procure dietas milagrosas nem produtos milagrosos, opte por uma dieta saudável, equilibrada, pratique exercício físico e tenha uma vida saudável, assim conseguirá atingir os seus objetivos e ter uma vida mais saudável.

Artigo baseado no artigo Dieta alcalina mitos e factos do site scimed

João Martins

Benefícios do treino ao ar livre

Parece que o sol veio para ficar e, nos dias quentes, aquilo que menos apetece é ir treinar num ginásio. Como tal, o treino ao ar livre é uma excelente opção.

Olhar para o exterior e não ver máquinas deixa as pessoas um bocado perdidas, dá a sensação que não há como fazer exercícios específicos e localizados, que só se pode correr, mas isso não é verdade. Há quem faça step no ginásio, pode muito bem fazer NAS escadas, na rua, existem inúmeros exercícios em que utilizamos o peso do corpo e que cumprem tão bem (ou melhor) que quaisquer exercícios realizados numa máquina de ginásio.

Quando tiver um belo dia de sol, aproveite para treinar ao ar livre, e aproveite estes benefícios de treinar ao ar livre

Exercício ao ar livre fornece um espaço ambiente sempre diferente. O terreno nunca é plano, nem tem sempre a mesma superfície, alterando os padrões de movimento. Andar a pé, ou mesmo correr num terreno em constante mutação, ensina o corpo a adaptar-se a um ambiente em mudança.

Resistência ao vento pode ajudar a queimar mais energia. O vento oferece uma resistência natural se caminharmos, corrermos ou andarmos de bicicleta, um vento forte irá fazer com que trabalhe mais para superar a sua resistência.

Poupar Dinheiro.É uma opção para poupar alguns euros. Se tiver muita motivação para atingir os seus objetivos de fitness e tiver muita força de vontade, não irá necessitar daquela motivação extra que o ginásio dá. O treino ao ar livre pode ser uma ótima solução.

Pode transformar o tempo de treino em tempo para a família.Torne-se mais ativo “treinando” e brincando com os seus filhos num parque, ou numa praia. Faça um caminhada, ande de bicicleta, faça desporto com bola, estas são algumas maneiras de ser mais ativo com os seu filhos e isso pode ter muito impacto no futuro do seu filho.

Exercício ao ar livre proporciona mais benefícios do que treino dentro de casa. Um estudo demonstrou que o exercício ao ar livre foi associado a maiores sintomas de revitalização, aumento de energia, pensamentos positivos, diminuição de tensão, confusão, raiva e depressão. Os participantes também relataram maior prazer e satisfação com o treino ao ar livre.

Já sabe, da próxima vez que vir um belo dia de sol e calor, deixe o ginásio, ou a sua casa e procure treinar ao ar livre.

Texto de João Martins

Artigos Relacionados : Dicas para realizar treinos ao ar livre| Correr na passadeira ou na rua

Sabia que, dormir muito a sesta durante o dia está associado a um aumento do risco de doença metabólica

De acordo com um estudo apresentado esta semana durante a 65ª Sessão Científica Anual do American College of Cardiology, sestas de até 40 minutos não afetam o risco metabólico porém, uma quantidade maior que essa já aumenta consideravelmente esse risco: uma sesta de 90 minutos aumenta o risco em até 50%, assim como o de ficar excessivamente cansado durante o dia.

A síndrome metabólica é uma condição que envolve diversos fatores, como pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue elevados e excesso de gordura ao redor da cintura. Todos esses, por sua vez, estão relacionadas a um aumento do risco de doença cardíaca.

De acordo com os autores, quanto mais longa for a sesta, pior. Felizmente, sestas até 30 minutos possuem efeito contrário: fazem bem ao coração. “O sono é um componente importante do nosso estilo de vida saudável, bem como a dieta e o exercício. Pequenas sestas podem ter um efeito benéfico sobre A nossa saúde, mas nós ainda não sabemos a força desse efeito ou o mecanismo pelo qual ele funciona,” disse Tomohide Tamada, principal autor do estudo.

Por isso se precisa de descansar, faça uma sesta de 30 minutos, é suficiente e faz bem ao coração.

Texto de João Martins

Artigos Relacionados: Estudo Relaciona falta de sono com obesidade infantil |Sabia que as crianças que dormem a sesta tem dificuldade a dormir à noite

Sabia que o exercício físico aumenta em 40% a possibilidade de sobreviver a um ataque cardíaco.

Um novo estudo realizado por investigadores do Sistema de Saúde Henry Ford, em Detroit, e da Universidade John Hopkins, em Baltimore, demostrou que a atividade física não só reduz o risco de um ataque cardíaco, como aumenta a chance de sobrevida após o problema até 40%.

“Nossos dados sugerem que os médicos que trabalham com pacientes que têm fatores de risco cardiovascular devem recomendar que comecem um programa de exercícios imediatamente caso queiram aumentar suas chances de sobrevivência após um possível ataque cardíaco”, disse Clinton Brawner, fisiologista do exercício clínico no Sistema de Saúde Henry Ford e um dos autores do estudo

Já sabe, se fizer exercício físico não só está a diminuir o risco de ter um ataque cardíaco, como também a aumentar a capacidade de recuperação, caso tenha um. Está à espera de quê para começar a fazer exercício físico?

Texto João Martins

Artigos relacionados : Mulheres jovens têm tendência para ignorar sintomas de ataque cardíaco | Não devemos ter medo de ingerir alimentos ricos em colesterol

Sabia que que o risco causado pela obesidade, não diminui se você fizer exercício físico.

De acordo com um estudo, publicado no International Journal of Epidemiologypessoas magras e inativas correm um risco 30% menor de morrer do que as ativas, mas que estão acima do peso.

O estudo indica que fazer exercício regularmente não reduz o risco de morte precoce causado pelo excesso de peso.

Peter Nordstrom, professor da Universidade de Umea, na Suécia, e principal autor do estudo disse que “os resultados sugerem que ser magro – índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 24,99 – no início da vida é mais importante do que a alta aptidão física, em relação à redução do risco de morte prematura”.

Fazer exercício ainda traz muitos benefícios para as pessoas obesas, mas não compensa o risco de mortalidade. Por isso, é melhor ser magro e sedentário do que estar acima do peso e ativo.

Texto de João Martins

Artigos Relacionados : As redes socias podem motiva-lo a fazer exercício físico | Exercício físico deixa-nos mais novos